top of page

Tudo sobre o curso de bastidores CDB//

6 de ago.
4 min de leitura

Atualizado: 28 de ago.

Mannu Carvalho durante CDB// TALKS no curso de bastidores com Adilson Santos
Cris Vidal durante CDB//talks no curso de bastidores com Adilson Santos

Adilson Santos comprou a primeira câmera com dinheiro de rescisão.

Antes disso, trabalhava numa sorveteria. O patrão se chamava Will. No dia em que Adilson saiu de lá, ouviu uma frase que carrega até hoje: "Dani, às vezes as pessoas ficam tão grandes que elas não cabem mais naquele espaço que elas estão. E eu acredito que isso está acontecendo com você."

Não teve formação. Aprendeu fotografando em produção real, errando na frente de gente que pagava para ele acertar. Anos depois, tirou "Daniel" do próprio nome artístico e passou a assinar só Adilson Santos. Ninguém pediu. Ele fez porque sempre foi magro e sentia que isso pesava contra ele na hora de alguém confiar um orçamento grande nas suas mãos. Foi a primeira aula de branding que deu em si mesmo, antes de saber que a palavra existia.


Depois vieram 19 anos de estrada. Mais de 18 países. Vivo, O Boticário, TRESemmé, Simple Organic. Semana de moda, campanha grande, nome bonito no crédito. Em algum momento saiu de Trancoso — onde a vida era mais fácil — e se mudou para São Paulo sem saber direito como ia sobreviver ali. Decidiu primeiro. Entendeu depois.

E entendendo o depois, chegou a uma conclusão chata de engolir: talento nunca foi o que decidiu quem cresce e quem fica parado. Foi entender o que acontece por trás. As conversas que ninguém vê. Os motivos reais atrás de um "sim" ou um "não". Os códigos que decidem quem entra numa sala e quem fica esperando do lado de fora — que ninguém explica, só se descobre errando.


Foi daí que nasceu o CDB// — Curso de Bastidores. Pensado para encurtar esse aprendizado para quem está exatamente onde Adilson esteve: sem saber por onde começar, mas sabendo que era possível.

No primeiro dia da primeira turma, ele abriu assim: "somos multi — isso não é curso de fotografia, nem de vídeo, nem de marketing, mas pode ser tudo isso ao mesmo tempo." Não foi discurso de abertura de evento. Foi a explicação mais sincera que ele tinha.

Porque bastidor, para Adilson, nunca foi sobre o que acontece atrás da câmera. É sobre a decisão que ninguém vê e que muda como um trabalho inteiro é percebido. E esse jogo é o mesmo para qualquer pessoa que constrói um nome — usando câmera, bisturi, planilha ou o que for.

Treze pessoas passaram pela primeira edição, realizada na Rua Líbero Badaró, no centro de São Paulo, em julho. Depois veio a parte que mais interessa a Adilson: ouvir o que ficou.


Rodrigo Gonçalves escreveu: "A gente passa tanto tempo tentando aperfeiçoar o que faz, que às vezes esquece de desenvolver quem faz." E completou: "Carreira não é uma sequência de oportunidades. É uma sequência de escolhas."

Helena Nunes: "O bastidor nunca foi apenas o que acontece antes da entrega. É onde a conexão acontece, onde a confiança é construída."


Marcela Kiffer, num post depois de uma das talks: "Uma carreira não acontece por acaso. Ela é construída ao criar as próprias oportunidades, cultivar conexões genuínas, agir com intenção em cada passo — e, principalmente, não deixar que o medo nos paralise." No dia seguinte, sobre o primeiro dia inteiro: "Quando somos úteis, temos intenção e propósito, fica fácil mostrar quem nós somos."

Reinaldo Paiva mandou mensagem ainda no calor da hora: "Os últimos dois dias foram divisores de água que vão separar duas fases diferentes pra mim." Ele havia esquecido, no meio da rotina de um trabalho que só paga conta, que era uma pessoa criativa.

Ninguém combinou o que ia dizer. Ainda assim, todos bateram no mesmo ponto: bastidor não é técnica. É intenção. É quem a pessoa é por trás do que entrega.

Depois da primeira edição, uma reflexão ficou martelando na cabeça de Adilson: adaptar não é abandonar raiz. É leitura de ambiente. É entender a oportunidade sem se travestir de outra pessoa para ser aceito num lugar novo. Quem se move sem perder quem é, não se perde. Se expande.


Talvez seja isso que separe quem estagna de quem cresce — não o talento, não a sorte. A coragem de mostrar o que se faz sem medo de ocupar espaço.

É para isso que o CDB// existe. Fotógrafo, empresário, dentista, médico, videomaker, qualquer um que carregue o próprio nome como marca — a lógica é a mesma. Curiosidade, autoridade, criatividade, resolutividade: gatilhos que valem para qualquer carreira, não só para quem segura uma câmera.

Por isso o curso não acontece num auditório qualquer. Adilson escolhe locações que já dizem alguma coisa antes de ele abrir a boca, espalhadas pela cidade. Cuida da comida, do ambiente, do tempo livre entre um bloco e outro — porque, para ele, a chave do networking nunca foi ser interesseiro. É ser interessante. E isso não se ensina em slide. Se constrói num almoço em conjunto, numa conversa de corredor que ninguém programou.


A proposta é simples de enunciar e difícil de aplicar: quem faz um trabalho bom e sente que ele ainda não é reconhecido do jeito que merece, talvez não precise de mais técnica. Talvez precise entender os bastidores.

Foi assim com Adilson. Pode ser assim com qualquer um que passe pela sala.

Onde acompanhar o CDB//

A próxima edição do CDB// Curso de Bastidores é em 25 e 26 de novembro de 2026, em São Paulo. Dois dias presenciais, turma montada com áreas diferentes de propósito, e não é preciso ser fotógrafo para participar.

Site oficial, programação e inscrição: cursodebastidores.com.br/cdb

Instagram do CDB//: @cursodebastidores

Instagram do Adilson Santos: @adilsons__

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page